Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens

8 de setembro de 2016

As preocupações e as motivações dos professores


"O estudo As preocupações e as motivações dos professores, da Fundação Manuel Leão, baseia-se num inquérito a 2910 professores, de 130 escolas, públicas e privadas, de todos os níveis de ensino, excepto superior. As respostas foram recolhidas em Maio, Junho e Julho deste ano. Eis alguns resultados."  clikc aqui para abrir
 [Fonte: Jornal PÚBLICO]

15 de abril de 2016

O testamento político de Nuno Crato

O Ministro da Educação do actual governo revela-se cada vez mais como um erro de casting, mais parecendo uma encomenda tardia do anterior executivo. Por várias vezes temos aqui estranhado a sua forma de intervenção, ao arrepio das propostas e medidas inicialmente defendidas pela actual coligação. Deparámo-nos ontem com mais uma daquelas situações, desta vez relativamente à dimensão das turmas que têm inscritos alunos com necessidades educativas especiais (NEE).

Segundo notícia do Público on line, datada das 18:41h de hoje (ler aqui), o Ministro decidiu acrescentar mais um requisito às condições necessárias para a redução da dimensão das turmas com estudantes detentores de NEE. A par da desadequação de mais este requisito, que implica que para que haja redução se verifique uma inserção efectiva na turma igual ou superior a 60% do tempo curricular dos alunos com NEE, requisito que vários especialistas já começaram a criticar, o Ministro da Educação agiu, uma vez mais, sem ninguém ouvir, desrespeitando o andamento dos trabalhos e as iniciativas legislativas em discussão na Comissão Parlamentar de Educação (CPE). 

O despacho, ontem publicado em Diário da República, prevê ainda a manutenção da dimensão das turmas vigente no ministério de Nuno Crato, apesar de em sede de CPE o Ministro se ter comprometido a reduzir “paulatinamente” aquela dimensão.

Segundo os especialistas que já se pronunciaram e a Inspecção-Geral da Educação e Ciência, mais de 30% dos alunos com aquelas necessidades dispõem de apoio especializado complementar à escola. Assim se visa ir ao encontro das necessidades individuais daqueles alunos, não constituindo o limiar de 60% senão uma medida administrativa que terá em vista limitar tanto quanto possível o número de turmas de dimensão mais reduzida. Por outro lado, o Ministro da Educação reagiu, mais uma vez, de forma prepotente e arrogante, eximindo-se de ouvir as instâncias de consulta.

Não será altura de se perguntar o que faz este Senhor no actual executivo?


20 de janeiro de 2016

De regresso ao Pensar a Educação (Portugal 2015)

Regressando à Conferência “Pensar a Educação – Portugal 2015”, que teve lugar em Maio do ano passado, na Fundação Calouste Gulbenkian, pareceu-nos útil prolongar o debate que teve então lugar. Daí que importe relembrar algumas das questões ali apresentadas, por nos parecer que é do maior interesse a continuação da discussão ali realizada, com base numa participação alargada, para a qual todos são convidados.

No que respeita à Educação de Infância, entendida como a que respeita às crianças dos 0 aos 6 anos, eis algumas questões relevantes:

· Dado o reconhecimento generalizado da importância do papel da Educação da Infância na promoção do sucesso educativo e da igualdade de oportunidades, não será uma lacuna grave a inexistência de uma Política de Infância? Esta Política deveria permitir articular as várias medidas económicas, sociais e educativas, com a finalidade de promover o bem-estar das crianças e das suas famílias? Que aspectos deveriam ser cobertos pela Política de Infância e quais as entidades que deveriam ser chamadas a colaborar na sua definição e implementação? Haverá lugar para a criação de um organismo de coordenação, tutelado ao mais alto nível de governação?

· Sendo conhecida a relevância da pobreza infantil no país e tendo-se constatado que as dificuldades económicas e sociais dos últimos anos agravaram a situação das crianças, deverão as creches e os jardins-de-infância apoiar as famílias em contexto fragilizado? Como organizar esse apoio às famílias? Como reorientar a formação dos educadores de infância de modo a promover o melhor conhecimento destes profissionais sobre os direitos humanos e da criança e o trabalho de parceria com adultos, designadamente os profissionais de educação, de saúde e de acção social?

· Como gerir o tempo de permanência das crianças nas creches e jardins-de-infância, dada a existência de situações dificilmente conciliáveis, como são as impostas pelos horários de trabalho dos pais e a conveniência de mais tempo para as famílias acompanharem as suas crianças?

4 de janeiro de 2016

Os educadores e a construção da paz

Na Mensagem para o dia Mundial da Paz de 1 de Janeiro de 2016, “Vence a indiferença e conquista a paz”, o Papa Francisco afirma que “a paz é dom de Deus, mas confiado a todos os homens e a todas as mulheres, que são chamados a realizá-lo”.
Diz o Papa que é necessário fomentar uma cultura de solidariedade e misericórdia para se vencer a indiferença e conquistar a paz. Não é esquecido o papel da escola e dos educadores na prossecução de um tal objetivo, sendo expressamente referido que:
“ Quanto aos educadores e formadores que têm a difícil tarefa de educar as crianças e os jovens, na escola ou nos vários centros de agregação infantil e juvenil, devem estar cientes de que a sua responsabilidade envolve as dimensões moral, espiritual e social da pessoa. Os valores da liberdade, respeito mútuo e solidariedade podem ser transmitidos desde a mais tenra idade. Dirigindo-se aos responsáveis das instituições que têm funções educativas, Bento XVI afirmava: Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar ativamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna”.

25 de novembro de 2015

Conhece o livro Pensar a Educação?

Neste livro reúnem-se os textos da conferência Pensar a Educação. Portugal 2015, realizada em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Maio último.

O livro contem análises da situação, identificação de problemas e formulação de pistas de orientação para melhorias inadiáveis que devem ser introduzidas no sistema educativo nacional a-fim-de dotarmos o País de uma educação de qualidade que vá ao encontro da realização pessoal e das exigências de um desígnio colectivo de desenvolvimento humano sustentável. 

Como se escreve no prefácio, os seus autores desejam, com a divulgação desta obra, contribuir para mobilizar a sociedade portuguesa em torno da problemática do futuro da educação no nosso País, pois, como também aí se afirma, tem-se a convicção de que a educação é uma questão que a todos diz respeito, ao nosso presente e a nosso futuro.

O livro foi publicado pela educa e pode ser encomendado através de email  educa@ie.ul.pt

Os autores/autoras agradecem críticas e sugestões.

16 de julho de 2015

Pensar a educação no século XXI
– Desafios e propostas

Foi este o título da conferência que proferi no Instituto Superior de Educação da Universidade do Minho, em Braga, no passado dia 29 Junho. Destaco neste post as considerações finais da apresentação feita.
Aproximam-se eventos eleitorais relevantes, razão que reforça a necessidade de intensificar a reflexão sobre a educação que desejamos e a oportunidade de colocar esta questão no debate público e nas agendas políticas dos partidos e das suas propostas de governo.
 
É urgente que a educação entre na agenda da Assembleia da República e nas suas prioridades legislativas, na avaliação do desempenho do Governo e das Autarquias, nas Universidades e sua missão de ensino e investigação, nos media e sua influência na opinião pública e nas atitudes e comportamentos dos espectadores, designadamente das gerações mais jovens, nas preocupações da intelectualidade e dos cidadãos em geral.
 
Concluo afirmando que a educação é uma questão nuclear que a todos diz respeito, um desígnio que marca o nosso presente e o nosso futuro e por isso cabe a toda a sociedade o dever de se assumir como sociedade educativa.
O texto na íntegra está disponível aqui

Convicta da importância da consrução de uma sociedade educativa, convido os leitores e leitoras a interagirem com os seus comentários.